Investigação de Doutoramento Sobre TRABALHO PRECÁRIO, Emprego, Desemprego e INEMPREGO em graduados Portugueses.
Caros leitores:
Gostaria de pedir o vosso apoio na divulgação da investigação de forma a encontrar participantes .
O questionário demora 3 MINUTOS a ser respondido!
Ajudem-me a Descobrir e estudar o fenómeno do Inemprego, e dos novos profissionais : os INEMPREGADOS.
Visite este link e partilhe:
http://pt.surveymonkey.com/s/VRB93JW
Obrigado.
Patrícia Araújo
Para saber mais sobre esta investigação, visite o Blogue Oficial: http://inemprego.blogspot.pt/
Tuesday, June 18, 2013
Fernando Pessoa
Não sei se a minha vida de pensamento
se coadua com a vida de casamento....
Fernando Pessoa
se coadua com a vida de casamento....
Fernando Pessoa
Monday, April 15, 2013
Revisitar “O Advogado do Diabo”
Como cinéfila incurável, já havia visionado o Filme “O Advogado
do Diabo” pelo menos duas vezes. Vi-o da perspectiva cinéfila, pelo excelente
desempenho do fabuloso Al Pacino. Na altura, pesava ter entendido as profundas
metáforas (às vezes mais diretas do que metáforas!), mas só agora, muitos anos
depois a revisita-lo, é que o percebi profundamente.
As pessoas nem sempre se identificam com as personagens,
pois os filmes são muitas vezes hiperbolizados.
Mas é simples, como o Diabo diz, ou Satanás que é um título
mais elegante “Eu venci nitidamente o século XX, não se nota?”. Sim, nota-se, e
o século XXI também esta a ser ganho por ele.
Agora, os humanos aprenderam a ser mais subtis. As guerras
dão muito trabalho, demoram muito.
A guerra agora é psicológica e social. É manipuladora. É
ganhar as massas pela vaidade. Como diz o Diabo também, “A vaidade é o meu
pecado preferido”, e é sempre através dela que ele obtém o que quer.
Um advogado íntegro, justo, transforma-se rapidamente num
tubarão de poder. Muitos de nós, humanos, vemos o filme como filme e pensamos
que nunca chegaremos lá, mas infelizmente eu vejo humanos a chegar la todos os
dias.
Se não, vejam. O Que o Keanu Reeves faz é simplesmente
seguir-se pela sede de uma boa casa, bons fatos, bons escritórios e ganhar
sempre, sempre que possível e sempre mais (ganhar casos, ganhar dinheiro,
etc.). Posto assim não parece muito grave, pois parece se o que toda a gente
quer. Depois, é só abandonar a nossa personalidade de base, as pessoas que se
ama e deixar que a vaidade entre o reto do caminho.
É um pequeno passo, apesar de parecer grande.
E o próprio diabo diz-lhe “Mas tua amas a tua esposa…então
vai, vai estar com ela…”. Mas mesmo assim o Keanu não vai.
Rapidamente o poder e o ego enchem-no e, como se se tratasse
de uma panela de pressão, o ego lá dentro não quer saber de nada mais do que se
passa cá fora. Uma pessoa centrada e calma, facilmente começa a aceitar entrar
em conflitos, em confrontos, porque acha que os pode ganhar, que os quer ganhar
e isso passa a defini-lo. Começa a instalar-se a agressividade (no caso do
Keanu é apenas verbal, mas não deixa de ser grave).
Muito simplesmente os restantes passos fluem: uma vida cheia
de dinheiro não se pode perder. Mais vale deixar os princípios para trás, a
família, a esposa e os sonhos antigos que, no fundo, já não interessam porque
já temos tudo o que preenche a panela de pressão.
A panela já está cheia de ego, de poder, de dinheiro e acima
de tudo de vaidade. Vaidade fica perto do reconhecimento, mas é mais acima.
Vaidade é achar-se o melhor, sem a menor dúvida. Na panela já não cabe auto-crítica,
não cabe reflexão, não cabe amor, não cabe dúvida, porque a panela já está
preenchida com ganância, dinheiro, vaidade e poder. O que dantes se considerava
errado, agora é possível, pois quando se tem algum poder, tudo é manipulável,
tudo é obtido (seja subornar alguém, não devolver o que não é nosso, passar à
frente numa fila , etc.).
Enfim, tudo ganhou outra perspetiva. Só quando o Keanu perde
quem ama (ou amava), atinge. Mas para muitas pessoas nem isso é suficiente,
porque quando a panela está cheia…também não há espaço para repensar,
reformular, reorganizar, mudar, voltar atrás, ter coragem de…qualquer coisa.
Porque a panela já está cheia…logo, não há espaço…percebem, né?
E este é o nosso século XXI. O da vaidade. O dos gourmets, o
dos carros que custam mais que casas, a febre do dinheiro, uns bons sapatos, um
bom fato, vender a alma ao diabo por um salário astronómico.
E é o tempo do tudo ou nada. Ouça muitas vezes as pessoas
dizerem que querem o melhor ou nada. Se a geração anterior tivesse pensado
assim, muitos de nós tínhamos crescido sem nada.
Quem não tem dinheiro, deseja-o tão profundamente que é
capaz de (preencham o que espaço…), quem já o tem agarra-se de tal forma que é
capaz de (preencham o espaço…). E algures no meio disso, o Keanu perdeu-se a
ele próprio…
Esta será a nova guerra psicológica. E afinal é tão fácil
por os seres humanos nesta situação. É mais fácil do que o que pensamos.
Serei uma idealista? Talvez. Mesmo com a minha panela cheia
de dinheiro e vaidade, chegou a um ponto que fui capaz de parar para reavaliar
a panela e esvaziá-la e voltar a enchê-la. Será que me vai acontecer a mim? Não
sei. Pelo menos, ainda tenho algum espaço na minha panela de pressão para a
auto-crítica.
E a sua panela de pressão? Como está?
Sunday, March 31, 2013
Tristeza, crises e outras reflexões
31 de Março. Mais um dia cheio de tristeza nesta minha vida. E a vida traz tudo isso, e temos de aceitar.
O engraçado é que sabemos que tanto as tristezas como as alegrias são causadas por nós próprios. São mesmo. Mas às vezes, na pura e inocente ignorância, decidimos tentar, arriscar, mesmo sabendo que vamos sofrer. Mas não há outra forma de viver, se não viver a tentar.
Sou feliz por tentar. Sou feliz por conseguir sentir tristeza. Sou triste por no meio do turbilhão também causar tristeza aos outros. E só por isso é que lamento. Claro que outros também me causam tristezas, mas dói mais quando assumimos as nossas responsabilidades.
A crise não é económica, nem financeira. Estranhamente é a mesma crise de sempre do ser humano. Ambições, especulação, incapacidade de ver além do que está à nossa frente, incapacidade de nos colocarmos no futuro, de aceitar que o mundo vai mudar e apanhar o comboio em vez de ficar preso no comboio do passado.
As pessoas vêem as mesmas notícias vezes sem conta. A comunicação social aberrante dás a notícias que vendem mais. E o que vende mais é mesmo ... a tristeza.
A alegria não vende. Não aumenta audiências. A miséria é mais contagiante do que a alegria.
Mas de alguma forma a rotina é confortável. Dizer mal deste ou daquele sem ver o que fizeram de bom. Dizer que se vai mudar algo amanha, já amanha ...mas depois a tentação da imutação é grande.
A rotina traz segurança e, os humanos atuais, desesperados por segurança em algum nível cometem estupidezes. Eu sei, eu também as cometo.
Mas no meio da minha ingénua estupidez, fico feliz. Por tentar. Por criar memórias fantásticas. Por doerem, porque se não doessem era sinal que não tinham tido significado.
Mas às vezes dói demais. Dói demais ter de aceitar e assimilar tudo isto. Que a vida é tristeza e alegria, e que temos de assumir as responsabilidades por ambas. Dói demais ser capaz de nos colocarmos no lugar do outro, e dói demais conseguir compreendê-lo, mas ainda assim não nos identificarmos com o outro.
Dói demais ver as pessoas a seleccionar a tristeza do dia para sofrer melhor. Alguém que matou alguém, um imposto que aumentou, percentagens soltas sem compreensão. Todos querem ser economistas.
Há 20 anos, que eu me lembre, as pessoas não queriam saber o excesso de pormenores. Olhavam para a família, para o amor, para o seu interior. Agora olham para as noticias, as normas, as novas regras, o défice, a troika.
Desliguem disso um pouquinho.
Reconetem-se convosco próprios. E se quiserem encontram tristezas próprias alegrias próprias arrependimentos próprios Está tudo cá dentro. Reflitam por dentro. Se cá dentro não estiver nada, não existe exterior.
Se formos vazios, não existe mundo pelo qual/no qual viver.
Mais vale sentir ALGO, do que vazio.
E a tentação de voltar atrás é grande. Muito grande. Mas se já tentamos, já demos o nosso melhor, então mais vale sofrer e, depois voltar a tentar. Vezes e vezes sem conta. Até nos encontramos a nós próprios. Sem magoar mais ninguém. Sem que mais ninguém nos magoe.
O engraçado é que sabemos que tanto as tristezas como as alegrias são causadas por nós próprios. São mesmo. Mas às vezes, na pura e inocente ignorância, decidimos tentar, arriscar, mesmo sabendo que vamos sofrer. Mas não há outra forma de viver, se não viver a tentar.
Sou feliz por tentar. Sou feliz por conseguir sentir tristeza. Sou triste por no meio do turbilhão também causar tristeza aos outros. E só por isso é que lamento. Claro que outros também me causam tristezas, mas dói mais quando assumimos as nossas responsabilidades.
A crise não é económica, nem financeira. Estranhamente é a mesma crise de sempre do ser humano. Ambições, especulação, incapacidade de ver além do que está à nossa frente, incapacidade de nos colocarmos no futuro, de aceitar que o mundo vai mudar e apanhar o comboio em vez de ficar preso no comboio do passado.
As pessoas vêem as mesmas notícias vezes sem conta. A comunicação social aberrante dás a notícias que vendem mais. E o que vende mais é mesmo ... a tristeza.
A alegria não vende. Não aumenta audiências. A miséria é mais contagiante do que a alegria.
Mas de alguma forma a rotina é confortável. Dizer mal deste ou daquele sem ver o que fizeram de bom. Dizer que se vai mudar algo amanha, já amanha ...mas depois a tentação da imutação é grande.
A rotina traz segurança e, os humanos atuais, desesperados por segurança em algum nível cometem estupidezes. Eu sei, eu também as cometo.
Mas no meio da minha ingénua estupidez, fico feliz. Por tentar. Por criar memórias fantásticas. Por doerem, porque se não doessem era sinal que não tinham tido significado.
Mas às vezes dói demais. Dói demais ter de aceitar e assimilar tudo isto. Que a vida é tristeza e alegria, e que temos de assumir as responsabilidades por ambas. Dói demais ser capaz de nos colocarmos no lugar do outro, e dói demais conseguir compreendê-lo, mas ainda assim não nos identificarmos com o outro.
Dói demais ver as pessoas a seleccionar a tristeza do dia para sofrer melhor. Alguém que matou alguém, um imposto que aumentou, percentagens soltas sem compreensão. Todos querem ser economistas.
Há 20 anos, que eu me lembre, as pessoas não queriam saber o excesso de pormenores. Olhavam para a família, para o amor, para o seu interior. Agora olham para as noticias, as normas, as novas regras, o défice, a troika.
Desliguem disso um pouquinho.
Reconetem-se convosco próprios. E se quiserem encontram tristezas próprias alegrias próprias arrependimentos próprios Está tudo cá dentro. Reflitam por dentro. Se cá dentro não estiver nada, não existe exterior.
Se formos vazios, não existe mundo pelo qual/no qual viver.
Mais vale sentir ALGO, do que vazio.
E a tentação de voltar atrás é grande. Muito grande. Mas se já tentamos, já demos o nosso melhor, então mais vale sofrer e, depois voltar a tentar. Vezes e vezes sem conta. Até nos encontramos a nós próprios. Sem magoar mais ninguém. Sem que mais ninguém nos magoe.
Thursday, December 13, 2012
Entusiasmo
Já lá vai algum tempo que não escrevo no blog. O
Doutoramento e a escrita cientifica tem-me roubado o tempo de escrita.
Mas refletir é que é realmente viver. E esta semana, dei por
mim a pensar que as pessoas estão a perder força, a perder brilho, a perder
muita clareza, lucidez, alegria.
E Andei à procura de palavras. E Cheguei à palavra
ENTUSIAMO.
É uma palavra muito completa.
ENTUSIASMO.
E o pior é que elas estão a perder tudo isso porque se estão
a roubar a elas próprias. E Pior ainda, perdem e roubam-se dessas
características e culpam crise, o dinheiro e outras coisas.
Sei que muitas pessoas pensam que eu sou idealista. Talvez.
Mas a verdade é que sou feliz. Sou feliz por mim, não por outros, ou por
dinheiro.
A verdade é que eu vi pessoas, à minha frente, a perderem o
entusiasmo pela vida, a olhos vistos, de dia para dia, por causa de dinheiro,
de ganância. E reparem: as palavras são muito importantes. Eu não escrevi
ambição, mas sim GANÂNCIA. É tão diferente!
Muitas pessoas alegam que não têm entusiasmo, que sempre
foram assim, e não querem mudar. Mas se lhes perguntarmos se querem ser ricos,
aí…sim, já estão dispostos a mudar. O dinheiro é muito mais difícil de ganhar
do que o ENTUSIASMO, não dá para ver? O entusiasmo pela vida só depende de nós
próprios e de querermos abrir os olhos, abrir a mente.
Fico triste quando as pessoas dizem não vale a pena
(Fernando Pessoa parece que também ficava). Fico triste quando as pessoas não
se dão ao trabalho de surpreender os outros, de lhes criar emoções, de se
emocionarem!
Fico triste quando usam a desculpa do TEMPO.
Fico desiludida tantas vezes com a humanidade. Porque não
conseguem ver…
Fico triste quando olho no fundo dos olhos de uma pessoa e
não vejo entusiasmo. E fico mais triste ainda quando alguém em diz que me
entusiasmo com pouco. É uma frase que me ficará para sempre gravada na memória.
Mas ao mesmo tempo, fico feliz por alguém ma dito, cara a
cara, olhos nos olhos. Porque confirmo que ainda me consigo entusiasmar com
pouco.
E não, eu não nasci assim. Nasci na mesma crise que todos os
outros. E simplesmente fui abrindo a mente.
E fico triste quando alguém diz que não radicalmente a algo,
porque está a dizer que não.
E fico triste quando alguém me diz “ainda bem que ainda tens
paciência para isso”, seja isso o que for. Porque é que não havia de ter? Ter
paciência com tudo e todos, é ter paciência para viver! E PACIÊNCIA é outra
palavra tal bela. É quase ciência, é leve, é sagesse, é anciã, é melódica.
Se eu não tiver paciência com a vida, vou tê-la quando? Com
a morte?
Fico sinceramente e profundamente triste pelos seres
humanos. E fico preocupada quando alguém não se entusiasma. Parece haver cura
para tudo. Parece haver doença para tudo.
A falta de entusiasmo devia ser uma doença (nota: como
psicóloga sei que, de alguma forma é depressão, mas não cumpre os critérios de
diagnóstico todos…)
A falta de entusiasmo é muito séria muito grave. É ver os
olhos baços de pessoas que deveriam ter tanto pelo que se entusiasmar.
ENTUSIASMAR.
ENTUSIASMAR.
E não sei o que fazer mais.
E, depois, por outro lado, além de querer que as pessoas se
entusiasmem com a sua própria VIDA, penso que quero que alguém se entusiasme
comigo. Por mim, para mim, por minha causa, pela minha presença, pelo meu
olhar, pela minha pele, pelo meu cheiro, pela minha forma de ver a vida, pelas
minhas obsessões, pelos meus defeitos, pelo meu ENTUSIASMO.
E acho que isso é que é AMAR alguém. E, no fim de tudo, isso
é que é amar a vida.
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