E umas fotos da BAÍA AZUL, praia em Benguela...(Note-se que aqui estamos no "Inverno", ou seja, cacimbo...logo, ao contrário das minhas expectativas, a água estava fria...)
Tuesday, August 11, 2009
E Mais Fotos de Benguela e Lobito
Mais fotos...desta vez, da NOVA ponte da Catumbela, que liga o Lobito a Benguela. Foi construida pelo CONSORCIO SOARES DA COSTA / MOTA ENGIL.
E umas fotos da BAÍA AZUL, praia em Benguela...(Note-se que aqui estamos no "Inverno", ou seja, cacimbo...logo, ao contrário das minhas expectativas, a água estava fria...)




E umas fotos da BAÍA AZUL, praia em Benguela...(Note-se que aqui estamos no "Inverno", ou seja, cacimbo...logo, ao contrário das minhas expectativas, a água estava fria...)
Benguela e Lobito
Uma aventura no CONSULADO DE PORTUGAL em ANGOLA
Pois é, não se queixe quem tem dificuldades em lidar com o consulado de Angola em Portugal, porque no Consulado de Portugal em Angola, Benguela, vai dar ao mesmo.
Uns dias antes, com todo o cuidado do mundo, visitamos o Consulado Virtual, medida Simplex.
O Site permitia marcação do dia e hora a que iríamos lá e informava que era apenas necessário o BI e uma fotografia.
Afinal, ninguém tinha acesso ao site, parecia que nem sabiam o que isso era! Afinal eram duas fotografias e não uma, e não podiam scannerizar, fotocopiar nem nada. E Alem disso, o site informava que fechava às 12h30 e na realidade fechava às 12h00.
Podíamos ir tirar fotografias rápidas mas quando voltássemos já estaria fechado.
Nem explicar que fizemos 400 k m (do Lubango a Benguela) de propósito para fazre a inscrição consular parecia adiantar. O recepcionista ainda falou com o cônsul, mas parecia não adiantar. Disse que abdicava do cartão consular, que depois iria lá buscá-lo. Não adiantava.
Depois irritei-me, e disse que não saía dali sem me inscrever. Sou cidadã portuguesa e quero apenas dar a conhecer ao meu consulado que estou cá.
Lá permitiram, mas tínhamos de tirar fotos. Não no Chinês rápido (em Angola, todas as lojas de fotocopias e fotografias são de asiáticos, talvez chineses, vietnamitas etc). Ao contrário do que todos dizem, benditos sejam os asiáticos. São dos poucos que REALMENTE trabalham por toda Angola. Em pouco tempo temos copias, digitalizações, fotografias…tudo bem feito e rápido! Se não fossem eles, não sei quantas eternidades eram necessárias para tirar fotografias numa cidade Angolana.
Mas não. Dizia o recepcionista do consulado que era melhor ir tirar mesmo ao Fotógrafo XPTO. Fotografias com fundo branco, se não, não aceitam! A Minha fotografia do Passaporte português tem fundo azul!
Enfim…saí do Consulado eram 16h00. Um dia perdido. E eu tão contente à entrada do consulado por estar a entrar em solo português…
Uns dias antes, com todo o cuidado do mundo, visitamos o Consulado Virtual, medida Simplex.
O Site permitia marcação do dia e hora a que iríamos lá e informava que era apenas necessário o BI e uma fotografia.
Afinal, ninguém tinha acesso ao site, parecia que nem sabiam o que isso era! Afinal eram duas fotografias e não uma, e não podiam scannerizar, fotocopiar nem nada. E Alem disso, o site informava que fechava às 12h30 e na realidade fechava às 12h00.
Podíamos ir tirar fotografias rápidas mas quando voltássemos já estaria fechado.
Nem explicar que fizemos 400 k m (do Lubango a Benguela) de propósito para fazre a inscrição consular parecia adiantar. O recepcionista ainda falou com o cônsul, mas parecia não adiantar. Disse que abdicava do cartão consular, que depois iria lá buscá-lo. Não adiantava.
Depois irritei-me, e disse que não saía dali sem me inscrever. Sou cidadã portuguesa e quero apenas dar a conhecer ao meu consulado que estou cá.
Lá permitiram, mas tínhamos de tirar fotos. Não no Chinês rápido (em Angola, todas as lojas de fotocopias e fotografias são de asiáticos, talvez chineses, vietnamitas etc). Ao contrário do que todos dizem, benditos sejam os asiáticos. São dos poucos que REALMENTE trabalham por toda Angola. Em pouco tempo temos copias, digitalizações, fotografias…tudo bem feito e rápido! Se não fossem eles, não sei quantas eternidades eram necessárias para tirar fotografias numa cidade Angolana.
Mas não. Dizia o recepcionista do consulado que era melhor ir tirar mesmo ao Fotógrafo XPTO. Fotografias com fundo branco, se não, não aceitam! A Minha fotografia do Passaporte português tem fundo azul!
Enfim…saí do Consulado eram 16h00. Um dia perdido. E eu tão contente à entrada do consulado por estar a entrar em solo português…
Saturday, August 08, 2009
Benguela e Lobito
Acabaram os três dias de férias em Benguela e Lobito. Amanhã publico as fotos. Ao menos o cheiro a maresia já me melhorou o humor.
Friday, July 10, 2009
As termas da Montipa
Finalmente, mais um fim-de-semana de descanso. Se há alguns meses atrás eu constatava a diferente (e lenta) temporalidade ou noção de tempo aqui em Angola, ultimamente constato o exacto oposto. Os dias não chegam para resolver metade dos assuntos, e poucos ajudam. Realmente, aqui são necessários regras bem rígidas para que o trabalho apareça. Talvez seja o clima que faz com que quase todos funcionem numa “calma inexplicável” que por vezes roça a irresponsabilidade. Sem pormenores, só eu cá sei. Depois de uma semana de exaustão total, cheguei a um ponto de nem sequer conseguir elaborar um pensamento. Estava totalmente e mentalmente esgotada.
Foi tempo então, de planear rapidamente, uma ida às termas. Sou aquista ou termalista convicta, e ao saber da existência de uma espécie de instância termal perto Lubango, de imediato quis conhecer.
Depois de mais de duas horas de caminhos travessos através da Serra da Chela, chegamos à Bibala e seguimos depois em direcção à Montipa (que as pessoas pronunciam “Mutipa”). Dezenas de carros com suas tendas de campismo elaboradas já lá estavam. Fazia lembrar um pouco o campismo “à portuguesa”, com mesa posta para o jantar, rádio (geradores para várias coisas), tendas de grande qualidade, e até tachos a fazer o “estrugido” como manda a lei… (de relembrar que realmente eram quase todos portugueses…)
Nós estávamos numa onda de campismo o mais natural possível: arranjar lenha no local (à “catanada”), umas fêveras em “de vinha d’alho” num “tupperware”, um maduro tinto do Dão e pouco mais. Conclusão: às 19h00 lá estávamos, a comer umas fêveras na brasa no pão, só com a luz do luar (que por sinal, até ilumina bastante!).
Depois fomos espreitar a piscina. Oito da noite e tinha uma dezena de pessoas (principalmente crianças e jovens), e a água bem quente. Um sapo andava à volta da piscina.
Depois de uma noite de sono, acordámos de manhã com calor. Comprei essa tenda numa loja de produtos asiáticos por 2000 kwanza (cerca de 20 euros) e esperava que se desintegrasse, mas aguentou-se bem.
Ao pequeno-almoço, uma pequena fogueira para colocar água a aquecer para o café. Cheirar o mato. Olhar para o céu limpo. Respirar fundo e fazer umas posturas de Yoga discretamente. Ir ao WC (no mato). Comer pão com manteiga e café. Vestir o biquíni e saltar para dentro da água.
Acerca das propriedades químicas da água percebo pouco, mas não se tratavam de águas com muito enxofre: quase não tinham cheiro.
Existia muito “verdete” na piscina mas é limpa, e sabemos que há limpeza regular, pois à ida embora um “funcionário” veio cobrar 250 kwanza por carro (cerca de 2,5 euros)!
Uma espécie de hotel abandonado, as termas construídas por portugueses mesmo onde a água brota, fechadas a cadeado. A piscina com bancos em granito a toda a volta e mármore no chão.
Lá entrei e relaxei. O sol era forte mas estar na água quente não era insuportável. Deixei o corpo flutuar enquanto me dava umas lições de moral “tens de trabalhar menos, descansar mais, saber quando parar antes de cair de cansaço”. Mas, no final de tudo, o trabalho feito dá gosto de ver.
No dia anterior parti um dente (por acaso era um desvitalizado), e na hora de almoço (churrasco de chouriço criolo e barriguinhas de porco), parti a restante parte do dente. Pensei o que fazer. Os alunos tinham-me dito para ir à Namíbia quando o assunto é saúde. Quem tem o mínimo de rendimento em Angola, não trata de assuntos de saúde em Angola, mas sim na Namíbia.
Depois de almoço, mais um relax na piscina. Mas era sol de pouco dura. Entre arrumar tralha, fazer almoço, etc., já tinha passado o fim-de-semana. Não parecia durar. Tudo agora parece passar depressa demais.
Retornamos pela serra da Leba, uma vez que já fazia noite, e a estrada da serra da Chela é na realidade um caminho de cabras, bois e outros animais, que não tem luz, asfalto nem nada. Encontramos, no entanto alguns sinais de pedra portugueses, do tempo colonial.
De volta à cidade. Quase 21h00. Hora de um café antes de ir para casa (Café “Planalto, um dos melhores do Lubango”). O fim-de-semana acabava. E eu já a pensar em tudo o que tinha para fazer…
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